O Socialista

15.4.05

Fim de linha

Cada ensaio que Santana Lopes faz, tentando permanecer “à tona” na vida política portuguesa, reforçam a opção que os portugueses fizeram a 20 de Fevereiro. Começa a ser confrangedor vê-lo tentar manter a actividade pública. O país não o quis para primeiro-ministro, o PSD não o queria para a liderança, Marques Mendes e os lisboetas não o querem na presidência da Câmara da capital. Santana deveria consciencializar-se de que a sua pseudo-áurea de vencedor de eleições se esfumou. Essa era a única característica que o mantinha vivo politicamente. Sem ela, como político sem qualquer consistência ideológica ou obra feita, Lopes desaparece.